Thursday, January 12, 2006

E viva IEMANJÁ!!!

Finalmente chegou o Ano Novo!! Como se diz no Brasil: "Ano Novo, Vida Nova!!". Há alguns meses atrás eu tinha falado aqui sobre como eu estava precisando de um Ano Novo... O Ano Novo significa sobre tudo RENOVAÇÃO. A gente renova as forças pra continuar a luta, ou então pra mudar de luta, mas LUTAR, SEMPRE!

Este ano, graças a Deus, passei o Ano Novo no Brasil! Ai que energia, que MARAVILHA!!! Toda aquela gente vestida de branco esperando o Ano Novo na frente do mar... Ainda mais a família! Não sei por quê mas foi o Ano Novo mais feliz da minha vida. Eu estava de alto-astral e de bem com a vida! Além do mais, percebi que Iemanjá é minha mãe! Me lembrei de todas as vezes em que estava triste ou perdida ou pedindo forças pra realizar alguma coisa e me dei conta que em todas estas ocasiões foi para o mar que eu corri. E ele sempre, sempre me respondeu. Então, neste ano, eu resolvi prestar uma homenagem a Iemanjá, rainha do mar. Levei flores pra ela e conversei bastante sobre a minha vida atual e os meus objetivos pra 2006. Senti a força dela entrando no meu corpo pelas minhas pernas que estavam em contato com a água do mar... Ainda posso sentir o seu poder no meu corpo... Sei que ela está me guiando, me guiando sempre para o melhor!

Viva o Ano Novo e tudo que ele representa! E viva Iemanjá!

MULTI-USO

Nunca falei aqui da minha profissão. Sou diretora de uma Câmara de Comércio. Na verdade, a estrutura é tão pequena que, além de diretora, sou contadora, secretária, webdesigner, jornalista e organizadora de eventos. Não sei se choro ou se río... É dramático mas, ao mesmo tempo, é divertido. Hoje, por exemplo, tive que ser altamente multi-uso. Ao mesmo tempo que tinha que organizar uma reunião do Conselho de Administração e outra da Assembléia Geral, tive que organizar um coquetel pros membros. O Conselho era às 16h, a Assembléia às 17h e o coquetel às 18h! Neste caso, organizar um coquetel não significa coordenar os garçons, o cozinheiro, etc. Não, aqui isso significa ir ao supermercado, escolher os petiscos e o VINHO, dispor toda a comida bem bonita em pratinhos, colocar flores na mesa, abrir as garrafas de vinho, servir as taças, etc, etc, etc. É engraçado porque eu devia estar PUTA a estas alturas (o coquetel terminou há uma hora mais ou menos), mas não, estou satisfeita... Toda essa dinâmica me dá um sentimento de poder fazer tudo nesta vida... Fico puta porque nunca vi um diretor servir pra tantas funções mas, ao mesmo tempo, quando eu vejo tudo que eu fiz sozinha dando certo, isto dá um sentimento de SATISFAÇÃO!!! Pena que não dura muito tempo... Saí de lá feliz da vida com o resultado mas, já no caminho pra casa, vim pensando sobre o próximo evento que tenho que organizar...

Friday, December 23, 2005

Brazil: tô chegando!!!

Eis o que me espera:

Minha primeira confraternização de Natal



Thursday, December 22, 2005

Receita de ano novo (Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Thursday, December 15, 2005

Fuga da senzala...

Hoje fiz algo muito prazeroso e que há muito tempo não fazia... Ao meio-dia, saí do meu escritório com uma bolsa, fui ao banheiro, coloquei uma roupa adequada e um par de tênis, peguei o elevador e, quando cheguei lá em baixo comecei... a CORRER! Detalhe: hoje está fazendo 7 graus aqui em Bruxelas! Mas isso é só um detalhe... Durante muito tempo, enquanto morava em Recife, corria 6 km todos os dias e isso me fazia um bem incrível... Me lembro que quando eu estava meio chata ou chateada (são coisas distintas), meu namorado da época (Marquinhos) sempre dizia: "Sheila, vai correr e depois a gente conversa!". E dava certo! Eu chegava com outro astral! Aquela adrenalina toda me fazia um bem incrível! Depois que saí de Recife ainda tentei continuar em Londres mas aquele tempinho me limitava bastante. Depois que cheguei em Bruxelas fiz 1 ou 2 tentativas mas o tempo também me fez parar. Agora, 6 anos e meio depois da época de Recife, vi que há um advogado aqui no escritório que vai sempre correr ao meio-dia, faça chuva ou faça sol (melhor dizendo: faça chuva ou neve!). Daí que eu pensei: ou esse povinho é realmente muito sujo e vai trabalhar depois de correr sem tomar banho, ou então aqui no escritório tem chuveiro. Ontem tive coragem de perguntar pra ele e ele confirmou as minhas suspeitas. A segunda. Não que eles sejam sujos mas que tem chuveiro aqui no escritório! Era tudo o que eu precisava pra me motivar. Aliás, era a primeira coisa. A segunda eu adquiri no mesmo dia: um ipod! Já fazia tempo que eu queria comprar um mas não tinha uma boa desculpa pra gastar tanto dinheiro num negocinho tão pequeno. Aí eu arranjei uma boa! Comprei! E, hoje, um dia depois, recomecei o meu prazer, antes cotidiano, agora vamos ver... Estou aproveitando pra conhecer um pedaço da cidade que eu não conheço ainda tão bem. Estou com a sensação de ter aproveitado muito melhor a minha hora de almoço. Tomei meu bainho, tô limpinha e cheirosa e pronta pra recomeçar "na senzala" (como dizia uma antiga colega de trabalho!). Voilà minha aventura de hoje!!

Tuesday, December 13, 2005

Psy

Hoje fui à minha segunda sessão na psicanalista. Foi bom. Na verdade, saí meio carregada... Foi a segunda vez que isso me aconteceu. Ela me faz perguntas que me fazem refletir. Saio de lá querendo passar umas horas sozinha, o que finalmente não acontece. Acho que se eu aproveitasse pra refletir sobre estas questões após a sessão aprenderia muito mais rápido muita coisa sobre mim mesma. Pensar? Escrever? Talvez por isso eu já esteja pensando há algum tempo em mudar de blog. Estou pensando em passar para um blog anônimo, onde ninguém me conheça, onde eu tenha coragem de falar de tudo. Já deu pra perceber que eu ando numa fase meio down mas, olha que eu não tenho falado nem a metade do que passa pela minha cabeça. Quero poder ir pra um lugar onde eu possa me abrir por inteira, sem que ninguém me reconheça... Estou dando um tempo pra tomar esta decisão mas acho que vai ser bom pra mim.

Saturday, December 10, 2005

Psicanálise

Até onde um psicanalista pode nos ajudar?

Tempo de mudança...

A vida é muito louca... Quando cheguei em Bruxelas, tive que começar a minha vida profissional do zero. Embora já tivesse experiência profissional, ninguém me conhecia aqui, ninguém sabia se eu trabalhava bem ou não ou quem era Sheila. Procurei trabalho durante um bom tempo. Comecei coisas que não gostei nem um pouco. Enfim, consegui algo que me dava prazer. Fui em frente e hoje sou diretora de uma Câmara de Comércio. Dois anos se passaram e, pra mim, o desafio acabou. Já percebi que minha vida profissional funciona baseada em ciclos. O meu ciclo normal é de 2 anos. Depois disso, passo a ficar entediada do que faço. Quero novas aventuras, coisa nova pra fazer. É assim que estou me sentindo agora: no fim de um ciclo. O único problema é que não sei como terminá-lo... Estou precisando urgentemente de um pouco de tempo pra mim mesma. Precisando de mais tempo pra ler, pra me cuidar, pra estudar, pra descansar... Ao mesmo tempo, me sentir assim me dá medo. Tenho medo porque quando eu tenho tempo demais livre também me entedio. Que loucura. Tudo tem que ser na medida certa. Mas, como ter a medida certa se a maioria dos acontecimentos não dependem de nós? Como dizer: "ok, eu páro agora e volto a trabalhar daqui a 2 meses"? Algum chefe aceitaria isso? Acho um pouco improvável. Mais improvável ainda quando o andar da carruagem depende exclusivamente de você... Se você sai, tudo pára. A não ser que você seja substituída... E aí é que mora o perigo! Não sei. Tenho pensado muito a respeito e estou realmente precisando que Deus me ilumine. Aliás, Ele sempre o fez nestes momentos de dúvida profissional. Eu sei que Ele vai me mostrar uma saída. Ele vai me mostrar o caminho!

Thursday, December 08, 2005

Mais uma vez esperançosa...

Fazem quase 4 anos agora que tomo um remédio que me faz engordar. No final do ano passado eu estava com 15 quilos acima do meu peso normal. Tomei remédios pra me ajudar a emagrecer. Funcionou mas, como eu não parei de tomar este remédio, voltei a engordar. Este ano fiz uma série de tentativas pra mudar de remédio e passar a tomar um que não me faça aumentar de peso. Uns me deixavam muito cansada, outros muito angustiada. Agora estou testando um novo remédio. Caro, difícil de encontrar mas, pelo menos, dizem que não engorda. Voltei a ter esperança. Estou louca pra recuperar meu verdadeiro corpo. Dói muito você ver a cada dia o peso na balança aumentando... P.S.: Também descobri que o remédio que eu tomo provoca cansaço e depressão! É mole?

Tuesday, December 06, 2005

Preguiça...

Passei um fim de semana super gostoso e preguiçoso... Foi uma delícia. Quase não saímos de casa. Dormimos, vimos dvds, cozinhamos, dormimos de novo, vimos dvds... Ai, fazia tempo que eu não passava um final de semana tão tranquilo. E pensar que eu teria que estar em Praga!! Já está de bom tamanho ir de novo ao Brasil no final do ano... Estou querendo curtir um pouquinho a minha casa...

Colônia (Alemanha)

Hoje passei duas horas e meia em uma cidadezinha linda chamada Colônia, na Alemanha. Fui lá só pra comprar algo que não existe ainda aqui em Bruxelas. Já conhecia a cidade mas, mais uma vez, ela me encantou. Nada como ir na época de Natal na Alemanha. Tudo é tão lindo. Há enfeites de Natal por todos os lados. A própria estação de trem já é um show. Saindo da estação, a gente se depara com a fantástica catedral ou DOM. Ela é magnífica e enorme. Bem ao lado fica uma praça onde nesta época tem um mercado de Natal super legal. Aproveitei pra comer um super crepe com Nutela e tomar um gluhwein (acho que é assim que se escreve em alemão o tal do vinho quente... Delícia!). Foi uma visita super curta mas veleu à pena. Tive uma impressão ótima daquele lugar!

Meu gluhwein veio nesta canequinha linda!

Árvore de Natal no mercado natalino.

Sunday, November 27, 2005

Agradecimentos

Queria agradecer muitíssimo as pessoas que têm visitado o meu blog e deixado palavras carinhosas. A maioria destas pessoas, eu nunca encontrei na minha vida e, no entanto, elas demostram tanta compaixão. Algumas destas pessoas até dizem que vão rezar por mim e que estão torcendo pra tudo dar certo... Não é incrível? Em geral, pensamos que o mundo está perdido e que ninguém quer bem a ninguém e aí, de repente, você começa um blog e recebe tanto apoio de pessoas que nunca viu na vida... Uau! Ainda há esperança pra este mundo! Obrigada do fundo do coração. Todo este apoio realmente me comove. Ah, e desculpas por ter estado meio pra baixo nestes últimos tempos... Tenho fé que ainda voltarei a escrever posts mais positivos. Enquanto isso, vou abrindo meu coração e dizendo o que realmente sinto...

Dégage!!!

Alguém aí conhece essa palavra? Só quem fala francês compreende a força que esta palavra tem... Ela tem uma força destruidora. Ela já chega rasgando todos os nossos sentimentos. Já ouvi 3 vezes esta palavra. Todas elas vieram da mesma pessoa. Todas vieram acompanhadas de um pedido de desculpas em seguida. Existem coisas nesta vida que um pedido de desculpas não apaga... Uma delas é essa palavra. Todos nesta vida gostam de ouvir um pedido de desculpas mas, às vezes, quando eles se tornam frequentes demais, a gente pensa seria muito melhor se eles não fossem necessários...

Chorava por dentro e ninguém via minhas lágrimas...

Pela primeira vez, escrevi algo que não tenho coragem de publicar. Mesmo sabendo que não o faria, escrevi. Escrevi pra libertar o meu espírito. Isso não fez com que a dor passasse mas me fez encarar o problema de frente. Quando era adolescente sofri muito por ser tímida. Fiz uma terapia. Melhorei bastante. Pensei que tinha virado esta página, contudo o passado tem voltado a me atormentar. Talvez neste exato momento eu esteja encarando o problema de uma maneira mais poética do que quando escrevi meus sentimentos num papel... Não o chamei de timidez, fui mais dura comigo mesma mas, no entanto, são duas maneiras de visualizar o mesmo problema. Minha auto-estima anda muito baixa. Estou altamente desapontada comigo mesma. Sempre me obriguei a enfrentar o que me dava medo e agora... Agora me sinto paralizada.

Thursday, November 24, 2005

Quem sou eu?

Tenho andado desaparecida porque ando numa fase muito introspectiva. A minha participação nesta missão econômica liderada pelo Príncipe Philippe ao Brasil me fez refletir muito sobre quem eu sou. Tenho avaliado muito meu modo de agir, a maneira como eu interajo com as outras pessoas e o que eu penso ao meu próprio respeito. Estou vivendo uma fase muito confusa. Me questiono a cada segundo. Existem fatores interiores e exteriores que me atormentam. Algumas coisas não dependem só de mim mas, as outras, eu gostaria de trabalhá-las. Pretendo começar assim que eu voltar a Bruxelas.

Friday, November 18, 2005

Bipolaridade

Alguém sabe o que é bipolaridade? As pessoas que têm esse problema estão sempre passando de um estado de euforia a um estado depressivo e vice-versa. Durante toda a minha vida eu sempre soube que era uma pessoa que mudava de humor facilmente (em inglês tem até nome pra isso: moody) mas nunca pensei que isso podia ser caracterizado como uma doença. A verdade é que nem sei se tenho isso mas algumas pessoas me falaram sobre este assunto e decidi pesquisar mais a respeito. Sempre me lembro que meu marido diz que é praticamente impossível acompanhar o meu vai-e-vem de humor. Além disso, a minha família diz que é incrível como, quando eles me ligam, num dia eu estou triste e no dia seguinte tão feliz. É verdade que às vezes penso que estou deprimida e, às vezes, sem mais nem menos, tudo se torna tão perfeito... Lembro que um amigo já me falou de um caso de um amigo dele que tinha esse problema mas, ele falava de uma maneira como se fosse uma espécie de loucura e, realmente, não acho que sou louca, por isso nunca havia pensado nessa possibilidade. De qualquer maneira, vale à pena pesquisar mais a respeito.

Pânico

Neste último fim de semana peguei um avião de Bruxelas para Lisboa e outro de Lisboa para Recife. O trecho Bruxelas-Lisboa ocorreu sem maiores problemas, já a ida de Lisboa a Recife foi horrível. Já saímos do portão de embarque para o ônibus que nos levaria ao avião com uma hora de atraso. Chegando ao lado do avião percebemos que havia um carro do corpo de bombeiros que tinha espalhado espuma por toda uma área que estava coberta de querosene que escorria do avião. Aí já deu medo. Todo mundo se perguntava o que estava acontecendo mas nada de explicações. Esperamos um pouco dentro do ônibus e depois nos fizeram entrar no avião. Depois de algum tempo, o avião começou a andar na pista e a se preparar para decolar. Foi quando um passageiro viu que estava escorrendo querosene aos montes pela asa do avião e começou a gritar pela aeromoça. Todos começaram a apertar os botões para chamá-la. Quando ela aparece, o passageiro a faz olhar pela janela o que estava acontecendo. Ela sai correndo pra avisar ao piloto. Detalhe: tudo isto ocorre enquanto o avião está em movimento e quase decolando. A aeromoça consegue avisar ao piloto em tempo e o avião sai da pista. Voltamos ao ponto de partida e somos avisados que uma equipe técnica estava vindo solucionar o problema. Esperamos, esperamos e, no final das contas, o comandante nos avisa que teremos que descer do avião por tempo indeterminado. (Detalhe importante: se não embarcássemos naquele mesmo dia, eu perderia o batizado do meu sobrinho, do qual eu seria madrinha.) Descemos do avião e ficamos atentos aos avisos dados no altofalante. Passam umas 2 horas, até que nos chamem pra embarcar. Quando estamos chegando de novo no avião, nos damos conta de que se trata do mesmo avião. Nada de mudanças, nem de explicações. Me senti muito pior quando percebi que o avião era altamente velho. A própria classe executiva tinha características muito antigas. O máximo que nos deram foi um pedido de desculpas pelo atraso. Nada de explicações. Passei 7 horas da minha vida tendo a certeza de que ia morrer naquele dia. E o pior de tudo era que isso ocorreria no meio do oceano, do qual tenho tanto medo das profundezas e dos afogamentos. Não quis nem beber nada alcólico para estar totalmente capaz de tomar decisões e agir da maneira correta quando o acidente acontecesse. Rezei, rezei, rezei. Foram as 7 horas mais longas da minha vida. Quando finalmente o avião chegou a Recife são e salvo percebi que Deus queria mesmo que eu fosse madrinha do meu sobrinho...

Saturday, November 05, 2005

Carinho

Por que será que às vezes temos que suplicar por carinho e atenção? Não é óbvio que o ser humano necessita disso? Não é evidente que é por isso que o homem busca a mulher e vice-versa? Se esse não é o verdadeiro motivo, então qual é? Todas as agendas deviam ser pré-fabricadas com um lembrete diário: "Não esquecer de dar carinho ao ser amado hoje!" Não devíamos ter que pedir carinho... Infelizmente, acontece. Acontece porque nem todos os seres humanos pensam assim. Nem todas as pessoas que necessitam carinho vivem com outra que se sente da mesma maneira. E aí, a gente acaba pedindo, suplicando... Mas estas pessoas não entendem e, no final das contas, o nosso pedido é mal interpretado e tudo o que conseguimos é ainda mais distância... Antes de se apaixonarem, as pessoas deviam fazer testes de compatibilidade. Saber antecipadamente se vale mesmo à pena investir tanta energia naquela relação. Um dia isso acontecerá...

Thursday, November 03, 2005

Djavan

"Teus sinais me confundem da cabeça aos pés mas por dentro eu te devoro... Teu olhar não me diz exato quem tu és mas por dentro eu te devoro..."

Wednesday, November 02, 2005

Unreachable

Algumas coisas nesta vida parecem inatingíveis... Por mais que você tente se aproximar, elas sempre escorregam por entre os seus dedos... Aí você pensa: será que é pra ser assim? Sempre lembro das palavras do meu pai: o que tiver de ser, será! Aí eu penso que não devo me atormentar, devo parar de pensar nisso. Mas, será? Será que o certo é parar de lutar e abandonar? O certo é que depois de um tempo lutando acho que é melhor deixar rolar e ficar feliz com o que se tem porque, no final das contas, o que tiver de ser meu, será!

Monday, October 31, 2005

Meu marido

Eu e Bruno num momento de paz...

Friday, October 28, 2005

Agressão gratuita

Hoje fui agredida no meio da rua por um homem. Estava saindo do estacionamento do meu prédio quando o celular tocou e eu encostei o carro pra responder. Mal disse alô, me dei conta que havia um homem ao lado da janela do meu carro gritando comigo. Desliguei o telefone e fui perguntar pra ele porque ele estava falando daquela maneira comigo. Pra quê? Ele gritava, me xingava, batia no meu carro e, finalmente, quando eu decidi fechar a janela, o filho da puta cuspiu no meu carro. Claro que eu reagi a isso tudo. Quem me conhece sabe que eu tenho sangue quente. Mas, despois do acontecido, abri o choro... Será que o mundo está ficando louco? Por que alguém nos agride gratuitamente no meio da rua? Por quê? O que é que eu fiz pra aquele homem me tratar daquela maneira? Depois me arrependi de ter saído com o carro. Devia ter descido do carro e encarado ele. Devia ter chamado a polícia naquela hora. Fui dar queixa depois mas há uma chance em um milhão que eles o achem. Não sei se é assim no mundo todo mas aqui isso é considerado crime e, se ele for encontrado, terá que responder um processo. Se for encontrado... Tomara que ele more aqui na frente de casa e que eu volte a vê-lo, pois aí não o deixarei escapar de novo! FDP! Passei o dia em estado de choque, deprimida. Pra tentar melhorar fui pro cinema, acompanhada. Antes não tivesse ido, acabei a minha noite sozinha. Estou chegando à conclusão de que passo a semana inteira esperando o fim de semana e, quando ele chega, dá tudo errado! Tô maus. Tô me sentindo deprimida. Acho que estou precisando de ajuda...

Thursday, October 27, 2005

Viver sozinho???

Nos últimos dias estive avaliando o lado positivo da vida de pessoas que vivem sozinhas. No entanto, ontem ouvi um testemunho sincero de uma pessoa que vive sozinha. Isso foi muito mais real do que utilizar simplesmente a minha imaginação... A verdade é que o ser humano não é feito pra viver sozinho. Por mais que, às vezes, tenhamos necessidade de um pouco de espaço pra nós mesmos, espaço demais também faz mal. A falta de uma companhia, de um carinho e de uma boa conversa podem fazer tão mal quanto uma briga... Pior ainda é quando você tem alguém ao seu lado mas que não há companhia, carinho ou conversa... O fato é que queremos sempre alguém ao nosso lado mas que a realidade da vida a dois não é NADA FÁCIL!

Tuesday, October 25, 2005

When enough is enough?

Como estar segura de que uma fase da sua vida está terminando e que outra tem que começar? Como ter coragem de deixar tudo pra trás simplesmente porque "basta!"? Como parar de insistir pra tentar fazer as coisas darem certo? Como saber que se chegou ao fim de uma era?

Monday, October 24, 2005

Abandonar tudo

Muitas mulheres, assim como eu, abandonaram tudo pra viver com seus maridos no mundo deles. Quando eu digo "tudo", eu não estou exagerando. Deixamos pra trás o nosso país, as nossas famílias, os nossos amigos, a nossa língua, a nossa cultura e até a nossa maneira de raciocinar. Será que alguém se dá conta de como é frustrante chegar num novo país e não poder nem ir comprar pão sozinha porque não fala a língua? Ou chegar numa farmácia e não poder pedir o remédio que você quer simplesmente porque você não conhece nenhum daqueles nomes? Acho que os maridos não se dão conta disso. Eles não entendem o que é abandonar tudo o que temos pra viver um grande amor. Simplesmente porque eles nunca o fizeram! Como saber o que isso significa se a gente nunca experimentou? Eles acham que a gente exagera com as nossas lamentações mas a adaptação a um novo mundo leva anos... A maioria das pessoas atravessa um fase depressiva. "Mas por quê? Foi você que fez a escolha de vir pra cá!" Fácil de falar, difícil de explicar. Nem tudo depende do fato de você estar bem com a pessoa amada. Tudo o que você abandonou continua a lhe fazer falta. Uma parte de você ficou pra trás e não dá pra recuperar. Tudo o que digo é que "isto é uma fase, e esta fase pode levar anos". Tudo o que estas mulheres precisam é de um pouco de compreensão e de colo. Mesmo que isso seja difícil de entender pra uma pessoa que nunca largou nada pra estar com ela...

Sunday, October 23, 2005

Escolhas...

A cada dia de nossas vidas fazemos escolhas que determinam nosso futuro. Desde pequenos nos confrontamos com situações nas quais temos que tomar decisões que, de uma forma ou de outra, acabam alterando o curso de nossas vidas. Mas, como saber qual a melhor decisão a tomar? Ou pior, como olhar pra trás e não se perguntar se a sua vida teria sido melhor se você tivesse decidido diferentemente? Sempre chegamos a um ponto de nossas vidas onde nos colocamos este tipo de questão... Eu cheguei. Pelo menos é assim que estou me sentindo em relação a um dos aspectos mais importantes da minha vida. Estou olhando pro passado, pensando nas experiências que tive, nas decisões que tomei e me perguntando se eu fiz a coisa certa. Quando somos muito jovens e ambiciosos temos medo de nos apegar a coisas e pessoas que possam nos prender e impedir de viver a vida com a qual sonhamos. Isso também aconteceu comigo. Deixei algumas coisas importantes passarem pelas minhas mãos e irem embora por causa desse medo. E hoje, quase uma década depois, me pergunto se eu fiz bem, me pergunto onde eu estaria e se eu estaria mais feliz que estou hoje. Como dizia Cazuza: "o tempo não pára!" E, quer saber? Acho que nunca saberemos onde e como estaríamos se tivéssemos escolhido a segunda opção... Resta-nos a dúvida eterna...

Saturday, October 22, 2005

Sem escapatória

Tem males que nos perseguem a vida inteira e a gente não consegue se livrar deles. O meu faz 6 anos. Posso dizer que ele estragou uma grande parte da minha vida. Já sofri muito por isso... Passei alguns anos tendo-o sob controle. Isso dá a impressão de que o mal não existe mas não é verdade. Ele está lá. Está somente esperando o bom momento pra voltar, pra desestabilizar a sua vida. Mais uma vez ele está voltando. Me devorando. Me humilhando. Me mostrando que eu não tenho poder nenhum sobre ele. O que fazer? Se entregar? Lutar? Já tentei de tudo. A minha única esperança restante é Deus.

Solidão

Tem dias em que, por mais que existam pessoas lhe rodeando por todos os lados, você se sente sozinho... É assim que estou me sentindo hoje. Cheguei à conclusão que nunca vivi realmente sozinha e não sei o que é isso. Admiro quem vive sozinho e não se sente solitário. Acho que viver sozinho deve ser um pouco como fazer uma terapia. Você aprende a se fazer companhia e a se conhecer. Acho que um pouco disso deve fazer bem a todo mundo. Acho que todo mundo deveria provar um pouco. Não sou pela solidão mas pelo auto-conhecimento e por uma introspecção sistemática. Estou até considerando o fato de fazer uma análise, já que não vivo sozinha e isto me dá pouco tempo pra me conhecer melhor. Análise. Por que não? Falar, falar, escutar seus próprios pensamentos, conhecer melhor sua maneira de raciocinar, avaliar suas emoções... Nada como o conhecimento de si mesmo pra melhor determinar onde você quer chegar e como esta vida pode fazer algum sentido pra você. Quem sabe?

Wednesday, October 19, 2005

Paixão pela música brasileira


Hoje eu estava indo pra um importante almoço de trabalho e aí, "pra entrar no clima", decidi ouvir um forrozinho... Ai, como eu adoro forró. Só sabe quem cresceu ouvindo aquela música. Resultado: estou eu, sozinha com Gil dentro do carro, cantando e dançando forró, toda animadinha, rindo até as orelhas, quando me dou conta que a moça que estava no carro do lado estava me olhando. Tive pena dela. Pensei: coitada, deve ser uma belga que não sabe nem o que é forró... Se ela soubesse como aquilo é bom, talvez tivesse entendido a minha euforia e até feito uma brincadeira. Mas não, olhou, achou esquisito, voltou a se concentrar no trânsito e foi embora. Acho que está faltando um pouco de descontração aqui em Bruxelas...

O parecer...

Uma vez, durante uma reunião de trabalho, uma colega disse que os brasileiros gostam muito do "parecer"... Sei que ela estava se referindo ao fato que os brasileiros gostavam de se vestir bem, no entanto, aquela frase me marcou. Pensei muito sobre ela porque pra mim o "parecer" é mais do que isso. Acho que muitas pessoas praticam isso e, na minha opinião, isso não se limita à nossa nacionalidade. Existem pessoas que, por mais que você tente, você nunca vai chegar na essência delas. Tudo o que elas mostram é a capa que querem que os outros vejam e pensem que aquilo é ela. Tenho estado em contato com muita gente assim ultimamente e acho isso lamentável. O pior é que, na medida em que elas não se abrem pra você, você também não se abre pra elas e acaba passando a mesma impressão. Não sei porque isso me faz sofrer. Gosto de pessoas que mal te conheceram, já estão falando das suas alegrias e tristezas. Claro que todo mundo deve preservar um pouco a sua intimidade mas isso não impede delas manifestarem suas emoções. Acho que é isso que está faltando neste mundo, pessoas que saibam abrir seus corações...

Tuesday, October 18, 2005

Velhos, sim, mas com dignidade!

Semana passada eu estava dirigindo de volta do trabalho e uma imagem me marcou: vi uma velhinha sozinha numa parada de ônibus. Pensei que aquela imagem não era muito típica no meu país... Na verdade, quando uma pessoa envelhece no Brasil, é como se ela desaparecesse do mapa. Os velhinhos lá estão sempre no interior das casas. Não os vemos nas ruas, como aqui. Lembro que, logo que cheguei em Barcelona, fiquei impressionada com um casal de velhinhos que eu encontrei no metrô de mãos dadas. Achei aquilo tão lindo. Me perguntei por quê eu nunca via aquilo no Brasil... Acho que os velhos vivem mais dignamente na Europa. Tudo bem, aqui pode fazer mais frio, as pessoas não ser tããão calorosas, mas dignidade existe! Olha os meus sogros, por exemplo, 78 anos e ainda fazem tudo sozinhos. Vão visitar a família na França de carro, cuidam da casa, das compras, do jardim... São totalmente autônomos! Eu quero ser uma velhinha autônoma! Quero chegar a esta idade fazendo tudo sem precisar de ninguém atrás de mim! Aliás, quem não quer?
Sogros (Roger e Germaine)

Tchutchuco

Saturday, October 15, 2005

INTERE$$EIROS

Ontem fui à despedida de um Embaixador de quem gosto muito. Havia muita gente presente. Normal, ele é uma pessoa super carismática. Infelizmente, me dei conta que nem todos estavam ali pelo mesmo motivo que eu. Muitos estavam lá pra se aproveitar da ocasião e falar com um máximo de pessoas possível, pra que isso pudesse lhe render alguma coisa no final da noite. Sei que isso é "normal" e que muita gente faz isso neste tipo de evento mas algumas coisas me escandalizaram. Vi uma pessoa falando com outra sobre assuntos íntimos, ao mesmo tempo que não parava de olhar o resto da sala pra ver quem seria a próxima "vítima", ou seja, pessoa com quem ia falar. Achei isso tudo tão feio. O que mais me marcou, no entanto, foi pensar que naquele mundaréu de gente, muitos também falaram comigo só porque eu represento isso ou aquilo. Tenho certeza de que se fosse mais uma brasileira desempregada em Bruxelas, a metade daquelas pessoas não teria falado comigo. Aliás, provavelmente, eu nem estaria lá. Não consegui dormir pensando nisso. Acordei refletindo sobre a mesma coisa. Isso não sai da minha cabeça. Infelizmente, a gente tem que ter muito cuidado hoje em dia com quem a gente chama de amigo. Ele pode simplesmente estar sendo nosso amigo enquanto seja conveniente... Que nojo!

Thursday, October 13, 2005

Injustiça...

Estou aqui mais uma vez, debaixo de um céu com 3 estrelas, 1 avião e 1 lua maravilhosa refletindo sobre a vida... Pensando sobre o que determina a sorte das pessoas, me perguntando por que umas pessoas são mais bem-aventuradas do que outras... Algumas pessoas com tanto conforto e outras lutando por um mísero direito à vida. Ontem vi uma reportagem sobre o meu país que me impressionou. Não que o assunto fosse novo. O que me impressionou foram os testemunhos. Vi gente como eu na televisão, a única diferença é que eles pediam um mínimo necessário pra viver. Não tenho uma vida abastada mas tenho o necessário pra viver bem e não ter do que reclamar. E os outros? Por que todos não têm direito a isso? Vi gente que luta a vida inteira pra ter um simples pedaço de terra. Pra quê? Pra poder comer. Por outro lado, vi que 1% dos proprietários de terra no Brasil possuem 50% das mesmas. Que país é esse que dá tanto a uns e tão pouco a outros? Não falemos de lugares piores, como a África... Vendo aquelas pessoas na televisão me dei conta de que eu não era nem mais inteligente, nem mais merecedora do que elas, pelo contrário, todas elas falavam com muito conhecimento de causa e raciocínio lógico. Enfim, eram pessoas inteligentes e tão determinadas a ter uma vida melhor quanto eu. O único problema é onde e em que família elas tinham nascido. Então, por quê? O que é que determina que uma pessoa vai ter tudo o que quer na vida, outra vai ter o necessário para se manter e outra vai lutar até o fim sem nada ter?

Wednesday, October 12, 2005

Minha casa, meu lar.


Adoro meu cantinho. Ele é super gostoso. Sofri durante quase 5 anos por ter caído de pára-quedas no cantinho de outra pessoa (por acaso, meu marido). Agora não, agora é diferente. Eu escolhi este cantinho e, pouco a pouco, ele vai se parecendo mais e mais comigo. Adoro o barulho dos carros no lado direito e amo o silêncio e a paz que reinam no lado esquerdo. Na verdade, este cantinho tem múltiplas personalidades. Em um lugar, a gente pode curtir o movimento e apreciar o agito, no outro a gente pode estar sozinha consigo mesma e refletir sobre a vida. É perfeito! Agora, por exemplo, estou do lado de fora, no terraço, no friozinho, na frente do meu computador, vendo a lua sobre os tetos das casas... Não é o máximo? Estou feliz e satisfeita. Finalmente encontrei o meu lugar.

Tuesday, October 11, 2005

Linda

Por que será que os homens esquecem de elogiar suas mulheres? Mesmo quando eles acham que elas estão bonitas, em geral ficam calados. Não fazem o menor comentário. Se eles soubessem como isto nos faz falta... As mulheres são vaidosas. Querem se sentir lindas. Se esforçam pra isso. Elas querem feedback. Se isso não acontece, elas ficam desapontadas. Mas aí, de repente, tudo muda. Tudo muda porque os outros homens não são cegos. Eles também sabem admirar uma mulher bonita. E aí vem o tão esperado elogio: LINDA! Aí a noite muda. Mesmo que não tenha nada a ver a pessoa que te disse isso... O importante é que o que você desconfiava era verdade: você realmente estava linda naquela noite... Ou melhor, talvez você seja linda... Ai como é bom ouvir isso. Ai como faz falta ouví-lo de vez em quando. Ainda bem que de tempos em tempos isso acontece e nos levanta a moral. Nada como ir dormir tendo escutado um "linda".

Sunday, October 09, 2005

5 Years later...

Voilà meus verdadeiros amigos da minha era londrina... Stephane, Laurianne e Manami. Amigos de todas as horas. Moramos no mesmo apartamento de um edifício universitário em Londres. Compartilhamos a mesma cozinha e experiências parecidas. 3 mulheres, 3 países, 3 estórias de vida e muita compaixão. Steph chegou mais tarde no nosso meio mas foi acolhido com muito carinho também. Que pão deliciosamente cheiroso que ele fazia cada dia... Não é a toa que é Francês. Bom, voltando ao assunto pelo qual estou aqui hoje: nos separamos em junho de 2000 e nunca mais nos vimos... até ontem! 5 anos mais tarde! E quer saber? Eles continuam os mesmos: gente finíssima! Amigos do coração! Estou muito feliz de tê-los reencontrado. Onde quer que estejam, eu sei que estarei no coração deles e vice-versa. Um grande beijo pra vocês meus queridos amigos! (Lots of kisses to all of you my friends! Love you all!)

Friday, October 07, 2005

Medicamentos


Estou enlouquecendo. Tenho que tomar um remédio que tem como efeito secundário um aumento incrível do nível de ansiedade. Fico elétrica. Não no bom sentido. Não consigo me concentrar em nada. Pra trabalhar é horrível. Mesmo pra me divertir é difícil. Tá barra! Aí decidi tomar calmantes pra balancear o problema. Daí que eu fico meio zumbi. Ao contrário dos seres humanos normais, tenho que tomar o calmante durante o dia, logo antes do trabalho. Resultado: tô pirando! Elétrica e, ao mesmo tempo, quase dormindo de pé! Loucura.

Wednesday, October 05, 2005

Cansaço...

Estou exausta... Entre o trabalho, a ginástica, os amigos e as viagens, não está me restando tempo pra nada mais. Não páro. Estou sempre em movimento. Estou sentindo falta de dar um tempo. Talvez seja uma questão de prioridade. Mas, na verdade, tudo o que eu tenho feito é prioritário. A ginástica pro corpo, os amigos pra mente, o trabalho nem falo porque é evidente. Então o que cortar do meu dia-a-dia pra ter um pouco mais de tempo? Até com o meu marido tenho passado pouquíssimo tempo. Eu diria que só passamos 1h juntos por dia... Daí eu venho dormir e ele fica na televisão. Tá maus... Minha maior prioridade do momento está de lado: os estudos! Sonhei que me arrependia ardentemente por não estar estudando no momento. Sei que esse choro vai se tornar realidade se eu não tomar uma atitude. Mas o que fazer? No trabalho não dá pra dar um tempo, pelo contrário, está cada dia mais puxado. A ginástica não dá pra parar porque já estou meio que de mal com o meu corpo. Os amigos... Ah, esses eu não deixo nem a pau! São uma fonte de alegria pra minha vida! O pior é que eu ainda tenho vontade de voltar a estudar línguas, cuidar mais da casa que anda uma bagunça, consertar umas roupas que queria voltar a usar, etc, etc, etc. Assim não dá! O dia devia ter 72h e a gente devia continuar trabalhando as 8h normais. Estou precisando me focar mais nas verdadeiras prioridades... Quais? Só Deus sabe...

Monday, October 03, 2005

O caminho percorrido na Europa

Minha primeira experiência de moradia fora do Brasil não foi nos Estados Unidos, como a maioria dos Brasileiros. Minha própria irmã já havia morado um certo tempo lá. Eu sempre quis estudar fora do país e, é verdade, que sempre pensei nos EUA... Mas o destino não quis assim. Surgiu uma oportunidade de fazer uma pós em Barcelona e foi pra lá que eu fui. Ainda me lembro da minha chegada à cidade. Ia de táxi de uma estação de trem ao hostal onde ficariam por alguns dias, antes de alugar um apartamento. Olhava todos aqueles edifícios antigos e me perguntava o que é que eu estava fazendo ali... Pensamento normal de uma Brasileira super americanizada! Chorei de saudades durante 1 mês. Depois passou. Aliás, mais do que isso: me apaixonei pela cidade! No final do ano letivo já não queria mais voltar. Bom, por falta de opção, acabei voltando. Passei 2 anos no Brasil. Tempo suficiente para conseguir uma bolsa de estudos do governo britânico para fazer um mestrado em Londres. Essa, sim, foi a minha prova de fogo. Sempre tive na minha cabeça que se eu passasse por uma universidade em Londres, estaria pronta para qualquer outra experiência que me viesse pela frente. A verdade: foi duro! Não os estudos porque eu adorava estudar relações internacionais, mas um monte de outras coisas que não facilitavam a minha vida por lá. Acabar o mestrado e sair dali foi um alívio! Bom, eu acabei indo pra um lugar onde jamais sonhei viver: Bruxelas! Se eu achei Londres duro, em Bruxelas é que eu veria o que é lutar pra ser feliz... Passei por 3 anos de depressão. A adaptação não foi nada fácil. Graças a Deus, não cheguei ao extremo absoluto de desistir de tudo, mas Ele sabe que muitas vezes fraquejei... E passou! Hoje sou uma nova mulher! Tenho uma nova vida neste novo país! Obtive a nacionalidade e, hoje em dia, me sinto muito mais européia que a maioria deles. Claro que antes de tudo me sinto Brasileiríssima. Mas o que me atrai na Europa é a mais bela cooperação que já vi entre países distintos: a União Européia. Acredito que este é um projeto com objetivos pacifistas que vale muito à pena e ao qual eu gostaria muito de contribuir como nova cidadã européia.

O prazer de escrever

Não sei se na verdade se trata do prazer de escrever, de ser lida ou de simplesmente compartilhar o que sinto... O que sei é que desde que comecei a escrever este blog tenho sentido um prazer incomensurável de traduzir em palavras tudo o que sinto. Sobretudo, é tudo muito autêntico. Não leio blogs de outras pessoas para saber do que falam. Simplesmente escrevo o que me vem ao coração... Tampouco vivo indicando meu blog para outras pessoas. Gosto que amigos o visitem mas, no que diz respeito às outras pessoas, é sempre um prazer receber um comentário de alguém que eu não tenho a mínima idéia de quem se trata. Até agora todos os comentários (ainda que pouquíssimos já que eu não divulgo o blog) foram simpáticos e isso é positivo. Isso me dá vontade de ir mais longe. Me dá vontade que mais pessoas tenham acesso a estas linhas. Me dá vontade de compartilhar os meus sentimentos com mais e mais pessoas. Alguns acham que isso é loucura, que devemos guardar a nossa privacidade... Bom, eu penso diferente. Penso que quando nós compartilhamos as nossas experiências com os outros, eles se identificam com algumas delas, comparam estas experiências com as deles próprios, e sempre acabam aprendendo alguma coisa com isso. Eu acho realmente que se trata de uma experiência enriquecedora, não só para o escritor, mas também para os leitores.

2 Casas, 2 Mundos...

Venho de um país quente, onde as pessoas trabalham pra viver... Brasil! Vivo há 7 anos num continente bem mais frio, onde as pessoas vivem pra trabalhar... Europa! No Brasil, tenho a família e os amigos de longa data. Na Europa, tenho a profissão, o marido e os novos amigos. No Brasil, as pessoas tem sangue quente, como eu. Na Europa, as pessoas são prudentes ao fazer amigos, como eu. Acho que o melhor do Brasil são a natureza e os Brasileiros. Acho que o melhor da Europa são a justiça social e a perspectiva de um futuro ainda melhor. Se existem defeitos? Claro! Nos dois! Já vivi tristezas e alegrias nos dois lugares e sei ver as vantagens e desvantagens de cada um. Mas, ter duas casas e partilhar sua vida entre dois mundos é bom ou ruim? O ruim é o fato de você sempre ser um estrangeiro em ambos os lugares, mesmo tendo as duas nacionalidades. Mesmo quando volto ao Brasil, minha pátria-mãe, tenho que ouvir comentários sobre como estou "europeizada". E, claro, na Europa, eu sempre serei Brasileira. Isto é o lado mais negativo mas, se eu olhar de outro ponto de vista, nos dois lugares sou uma pessoa exótica, única. Isso não me parece tão ruim assim... O lado bom? A experiência que isso tudo me traz. A oportunidade de experimentar coisas tão distintas. A chance de conhecer pessoas tão diferentes. A possibilidade de desenvolver qualidades que eu não teria se não tivesse vivido todas estas experiências. Acho que o caminho percorrido até agora me fez desabrochar para a vida e me tornou uma mulher ainda melhor!

Saturday, October 01, 2005

O grande encontro!

Finalmente fui a Recife! Finalmente conheci meu chuchuzinho (meu sobrinho)! Pedro Henrique. Nome poderoso, cheio de personalidade. Por enquanto, tudo o que ele demonstra é que vai ser um guloso! Mama até umas horas... Encontrá-lo foi como abrir um novo capítulo na minha vida; foi como fazer uma viagem no tempo; foi como voltar de novo ao começo de tudo e perguntar por quê viemos e para onde vamos. Vejo aquela criaturazinha pequenina na minha frente e me pergunto como ele viverá sua vida; como será sua personalidade; por que profissão ele optará; mas, sobretudo, me pergunto se ele amará uma tia que sempre estará tão longe... Sei que não estarei lá quando ele disser a primeira palavraa ou der o primeiro passo... Amanhã, por exemplo, é seu aniversário de 1 mês e eu tive que me despedir dele ontem.... É triste. Não sei o que o futuro nos reservará, o que eu sei é que os verdadeiros sentimentos são sentidos mesmo a um oceano de distância e que o que eu puder fazer para mostrar o meu amor por ele, eu farei!


Thursday, September 29, 2005

Minha terra e meus conterrâneos

Cada vez que volto ao meu país tenho sensações estranhas... Nas ruas, nunca estou à vontade. Sempre com medo de ser roubada, agredida... Cresci ouvindo meus pais dizerem o tempo todo: "Cuidado com isso! Cuidado com aquilo! Isso é perigoso!" Sei que eles não foram os únicos a fazer isso. Todos os pais que temiam por seus filhos, quando estes passavam a descobrir o mundo sozinhos, fizeram o mesmo. O problema é que, ou estes filhos se acostumaram a viver num mundo assim e estão sempre em alerta, ou então, mesmo estando sempre alertas, eles estão sempre acompanhados pelo sentimento de medo. Esse é o meu caso quando volto a meu país. Talvez tenha perdido o costume de estar sempre em alerta e, então, quando sei que devo agir assim, isso me paralisa. Que pena... Que pena que a minha terra é assim! Que pena que existe tanta injustiça social e que ela acaba provocando todo este desconforto... O que compensa são os momentos em que você se depara com Brasileiros como Raimundo Gomes da Silva, taxista e rei do acordéon que conheci em São Paulo. Um Piauíense cheio de alegria de viver. Que bom! Que bom que nesse mundo cheio de desigualdade, violência e medo, a gente ainda possa encontrar pessoas que nos façam descontrair e dar boas risadas! Obrigada, Raimundo! Graças a pessoas como você, eu estou levando comigo desta vez boas recordações de São Paulo!

Saturday, September 24, 2005

FATALISMO

Neste exato momento em que escrevo estou a 10.000 ou 12.000 metros de altura, sobrevoando o oceano Atlântico. A viagem está confortável, mas longa. O fato de estar tomando medicamentos que me deixam ansiosa não melhoram em nada a situação... Estou impaciente! Cheguei à conclusão que cansei de aviões... Cada vez que subo em um, penso que ele vai cair. Aí começo a raciocinar: "Se esse for o meu destino, o que é que eu posso fazer? Não dá pra lutar contra o destino. Já que eu estou aqui, é melhor parar de pensar nisso. Se cair, caiu! O importante é não haver sofrimento..." Nossa, como eu estou fatalista! E o pior é que a maioria das viagens que faço segue o roteiro que eu mais gostaria de evitar: cruzar o oceano! Por que será que o oceano me faz medo? Talvez eu tenha visto muitos filmes que não devia antes da hora e isso acabou criando esse medo... Bom, mas fora todo este fatalismo de "chego viva ou não ao meu destino", o que está mais me fazendo falta por aqui é um computador com acesso à Internet. Acho que estou viciada nisso. Ainda mais quando tenho vontade de transformar em palavras os meus sentimentos e escrever tudo no meu blog... Somos os filhos da era da informática! Bom, já que não rola, vou continuando neste mar de pensamentos sobre os trabalhos a executar em São Paulo e o grande encontro com o meu sobrinho lindo (meu chuchuzinho), em Recife.

Sunday, September 18, 2005

Homens x Mulheres

Muitos livros já foram publicados sobre este tema. Muita gente já tentou explicar as diferenças entre os Marcianos e as Venusianas. Quem já leu sabe que as mulheres gostam de falar, discutir todos os detalhes, secar o poço até resolver os problemas. Já os homens, estes gostam de se refugiar no seu mundo e de resolver os problemas internamente. Toda essa diferença já gera toda uma problemática... mas isso não é o pior de tudo. O pior é quando um Marciano nascido e criado num continente encontra uma Venusiana nascida e criada a um oceano de distância. Aí é que as diferenças se revelam de verdade. O problema é que eles não falam a mesma língua (em todos os sentidos). Muitas vezes Marcianos e Venuzianas têm opiniões diferentes sobre algumas coisas mas, pelo menos, eles entendem a maneira do outro raciocinar e chegar àquela conclusão. Mesmo que não estejam de acordo com a conclusão. Já Marcianos e Venusianas nascidos e criados em continentes distintos não conseguem entender nem a metade do raciocínio que leva o outro a chegar a conclusões tão loucas e que eles nunca tinham visto antes. E isso dói. Isso traz lágrimas ao rosto. Isso às vezes leva ao desespero. Como construir um futuro em cima de tanta incompreensão? Como resolver problemas que a gente nem entende por que começaram? Difícil. Muito difícil. Às vezes parece que este abismo é imenso e que um dia estes dois seres terão que tomar rumos distintos se quiserem encontrar a verdadeira paz, porque construir uma ponte sobre este abismo parece requerer um trabalho interminável...

Tuesday, September 13, 2005

Eu adoro viver em Bruxelas!!!

Descobri em Bruxelas o que eu nunca tinha descoberto em lugar nenhum: é uma cidade onde as pessoas contam! Tanta coisa é organizada pra quem mora aqui... Tá bom, é verdade que o tempo não ajuda muito, mas quando ele está do nosso lado é só festa!! Nunca vi tanta coisa ser organizada para todos se divertirem. E é de graça!! O verão aqui é uma festa! São organizados: uma maratona e uma semi-maratona, um festival de jazz em vários pontos da cidade, as noites dos patinadores no meio das ruas , a festa da música, o domingo sem carro quando a cidade é invadida de bicicletas, o drive-in, etc, etc, etc. Isso fora o clima que rola na cidade inteira: todos os bares e restaurantes colocam mesas e cadeiras na calçada, as pessoas andam de bicicleta pelas ruas sem problema, etc. É tudo tão vivo!
Aqui eu nunca precisei me preocupar se iria ser roubada por um cara mal-encarado... O máximo que me preocupo é se ele vai me cantar. Não que os Belgas sejam paqueradores mas os Marroquinos que vivem aqui... Quando penso que até a neve e o frio eu aprendi a amar... Será que eu estou exagerando? Não... É assim que eu me sinto. Estou bem. Estou feliz.
Meu pai me disse várias vezes que lugar bom pra viver é onde a gente ganha dinheiro. Acho que é mais do que isso. A gente realmente tem que gostar do lugar. Mas acho que no fundo era isso que ele queria dizer: quando a gente ganha suficiente pra ter uma vida confortável, qualquer lugar pode se tornar atrativo. É verdade que quando cheguei aqui achava que tinha saído do primeiro mundo direto pro terceiro, ou seja, o Brasil era o primeiro mundo e aqui o terceiro. Cheguei à conclusão que era porque eu vivia como terceiro-mundista aqui e, por isso, não aproveitava nem via as coisas boas do lugar. Graças a Deus agora eu conquistei mais ou menos o meu espaço e posso apreciar tudo de bom que a Bélgica tem. Não que eu tenha enriquecido ou conquistado tudo o que eu queria, não é isso. Mas posso dizer que agora eu tenho o meu próprio mundo aqui. Mundo que lutei pra conquistar e, por isso, estou feliz.

Saturday, September 10, 2005

Êxtase fulgaz...

Passei o meu sábado sozinha. Metade do dia. A outra metade estive dormindo. Estava bem, feliz, em estado de êxtase. Sozinha, admirando a vista do meu terracinho, olhando os telhados das casas, pensando na vida, ouvindo a música e os trovões... feliz. Me perguntava a razão deste estado de espírito mas a verdade é que a razão não importava. Eu me sentia assim e pronto. Só tinha que disfrutar de cada segundo. Pensei em registrar isso naquele exato momento mas, um segundo depois, a minha paz foi interrompida. Entraram no meu mundinho, chacoalharam tudo, viraram tudo de cabeça pra baixo. E, de repente, tudo o que era bom ficou escuro... Que montanha russa. Devia saber controlar mais a portaria da minha alma. Só deixar entrar quem e quando eu quisesse. Poder me proteger e estar em privacidade mesmo quando cercada de gente. Um dia eu aprendo...

Brazilian Charity Night

Ontem fomos convidados a uma festa lindíssima. Era uma festa para arrecadar fundos para a escola ecológica Marcelino Champagnat de Curitiba. Tudo estava perfeito: a decoração, a música, a comida, etc. A festa realmente foi chiquérrima! Até leilão houve. Venderam uma foto do bairro da Liberdade em São Paulo por nada mais, nada menos que 10.000 euros!! Também foram leiloadas 2 bolas de futebol com a assinatura exclusiva de Pelé, entre outras coisas. Até Bruno estava dando lance!! Que louco! Devia estar muito seguro que alguém pagaria mais do que ele pra ter coragem de fazer isso! Claro que também não poderiam ter faltado na festa mulatas, batucada, capoeira e música brasileira, né? Bem típico! Combinamos de nos encontrar lá com Andréa e Fabrizio e, por acaso, acabamos encontrando também Elaine e Albert. Nunca tinha conversado muito com a Elaine mas ela acabou se revelando uma ótima companhia. Muito simpática. Espero que não percamos contato. Quando se está fora da sua própria terra, se está sempre torcendo pra encontrar pessoas que valham à pena... Enfim, pra dar uma idéia da festa vou colocar algumas fotos!

Mila Moreira (atriz GLOBAL) também estava lá.

Meus amigos...

Ontem estava voltando de uma festa chiquérrima onde fomos e estive refletindo sobre meus amigos aqui de Bruxelas... Eu estava dirigindo, Bruno estava dormindo e pelo retrovisor eu via Andrea e Fabrizio no carro que nos seguia. Estávamos todos cansados mas acho que Deda estava ainda mais. Ela estava com uma carinha tão tristinha dentro do carro que eu fiquei pensando se ela estava simplesmente cansada ou se, na verdade, ela estava melancólica, pensando na mãe, na família, no Brasil. Aí eu lembrei de Katariina... Lembrei que ela ainda não se sente totalmente parte deste lugar e entristeci. Entre outras, encontrei estas duas pessoas maravilhosas desde que cheguei aqui mas que se sentem diferente de mim em relação ao lugar. Ainda têm vontade de "voltar" ou de "ir" pra algum outro lugar. Ainda não acham que aqui é o seu lugar. Fico triste. Fico triste porque, apesar de estar feliz aqui, é como se eu sempre estivesse num lugar de passagem. Um lugar onde as pessoas vêm e vão. Nunca ficam. Fico triste por elas e por mim. Por elas, porque quando uma pessoa não se sente parte do lugar, nunca pode se sentir completamente feliz e sempre tem momentos de melancolia. Por mim, porque sempre penso que um dia irei perdê-las...

Thursday, September 08, 2005

A vida...

Hoje eu estava dirigindo de volta pra casa quando percebi quanto tudo o que estava ao meu redor era lindo... Me senti feliz. Agradeci a Deus. Agradeci pela vida. Às vezes fico pensando que, se não fosse o fato de meus pais terem se apaixonado e, num dado momento, terem se amado, talvez eu não estaria aqui hoje... Talvez eu deveria crer na teoria dos espíritas e acreditar que, ainda que não fosse neste corpo, eu teria reencarnado em outro. Poderia também crer que, se não fosse neste, eu poderia estar em outro mundo. Poderia ser assim, mas aí eu não seria Sheila. Não teria a "minha" família, a minha personalidade, os meus sonhos, etc. Tudo seria diferente. E a verdade é que eu sou muito feliz como sou. Gosto dos meus sonhos, das minhas emoções, da minha vida. Não queria ser outra pessoa. Daí que resolvi agradecer. Agradecer por poder enxergar e experimentar cada minutinho que estou passando neste mundo e tudo o que estou aprendendo com esta experiência. Agradecer também pelas pessoas que estou conhecendo ao longo deste percurso e tudo que esta convivência tem me ensinado. Obrigada por esta oportunidade, meu Deus!

Tuesday, September 06, 2005

Festa da Independência do Brasil!!!

As imagens falam por si só...





Monday, September 05, 2005

E Deus fez o homem à sua imagem e semelhança...

Aí está o meu chuchuzinho... Acabo de conhecê-lo por meio de fotos. É grande, saudável, cheio de energia. Chegou pra dar muito trabalho aos pais. Trabalho pra vida toda... Mas também muitas alegrias. Alegrias do tipo que eles ainda não conhecem. Se eles já babaram com o primeiro xixizinho dele, imagina quando ele andar, quando ele disser mamãe e papai, quando ele disser titia!!! Vai ser uma alegria só. E quando ele arrumar a primeira namorada? A mãe vai morrer de ciúmes, o pai vai incentivar ele a ser garanhão e a tia, a mais sensata de todos, vai dar bons conselhos... Obrigada meu Deus! Obrigado por tudo ter dado certo. Obrigada por minha irmã e meu chuchuzinho estarem bem. Muito obrigada. Fotos

Sunday, September 04, 2005

O que vai ser de mim se eu parar de lutar?

Hoje estou decepcionada... Decepcionada comigo mesma. Hoje caiu a ficha. Me dei conta do que me tornei. Acomodada. Me acomodei com quem me tornei e esqueci de continuar lutando. Já lutei muito. Já consegui muito. Mas hoje estou com vergonha de mim mesma. Vergonha de ter parado e me acomodado. Me encostei, me escorei e vivi uma vida da qual eu não tinha as rédeas. E agora estou com medo. Medo porque de tanto me escorar posso acabar caindo. Basta o apoio mudar de lugar. Basta um simples movimento e tudo vai mudar. E não vai ser pra melhor. Talvez eu tenha que agradecer a Deus de me fazer ver esta situação antes de cair... Só falta saber se eu vou ter força suficiente pra mudá-la. Pra voltar a lutar. Pra voltar a vencer. Pra tomar as rédeas da minha própria vida. Pra construir o meu futuro... Tudo o que peço a Deus é inspiração e determinação pra dar este passo... Sem isso, a queda pode ser feia...

Friday, September 02, 2005

Nasceu Pedro Henrique!!!


Meu sobrinho nasceu! Meu amorzinho veio ao mundo! Meu chuchuzinho já está entre nós! Ainda nem tive como vê-lo... É triste mas estou dependendo da internet pra ver a primeira foto e ter as primeiras impressões... O que a distância faz com a gente... Ainda bem que vivo num mundo de alta tecnologia e que dentro de algumas horas vou poder ver a carinha deste serzinho que já é tão amado. Liguei pro Brasil umas 5 vezes hoje. Sem contar com ontem, ante-ontem, antes de ante-ontem, etc. Acho que minha irmã já está de saco cheio de mim... Fazer o quê se eu estava mais ansiosa do que ela? Morro de medo de hospital e nem posso ouvir falar em operação, daí que rezava sem parar pra tudo dar certo... E deu! No final das contas foi tão rápido! Mal ela entrou na sala de operação e ele já estava nascendo... Lindo... Com 2,5 kg e 47 cm!! Que grande, né? Estou feliz. Estou estourando de emoção. E olha que por enquanto tudo é fruto da minha imaginação, ou seja, eu imaginei a cena do corte, da saída forçada do bebê de dentro da barriga, da cara da minha irmã quando viu o bebê, da cara boba do pai sem acreditar naquilo tudo, da cara da minha mãe quando descobriu que tinha realmente se tornado vovó, da cara do meu pai quando olhou pra ele e disse que era a sua cara!! Coitados dos bebês, eles têm sempre que parecer com alguém... Bom, vou analisar bem detalhadamente a foto que estiver no site do hospital pra ver se ele também tem alguma coisa minha!! Aliás, não vai ser difícil, tendo em conta que eu e minha irmã somos tão parecidas... Que bom! Quer dizer que ele também vai ser a minha cara!! Ai, estou babando... Não vejo a hora de chegar o final do mês e ir pegar nos meus braços essa criaturazinha... Será que minha irmã vai me deixar pegar ele no braço? Pôxa, se ela não deixar, ela é muito chata. Claro que ela vai deixar... Não vejo a hora... E depois de novo em novembro, e de novo em dezembro!! Quem sabe também em fevereiro? Que bom ter esta chance de vê-lo pelo menos com uma determinada frequência... PHzinho, meu lindo, titia está chegando, viu? Guarda o seu melhor sorriso pra ela, tá? Amo tu meu chuchuzinho!

Tuesday, August 30, 2005

Vou ser titia...

Que coisa linda a vida... A vida que está chegando... O ser que já está vivo e só aguardando o grande momento em que sairá do seu mundinho apertadinho, abrirá os olhos e encontrará tantas pessoas prontas a amá-lo... Vou ser titia. Eu já sabia mas a novidade é que vai ser no final desta semana. Estou ansiosa... E nem sou eu que vou ao hospital, que vou sofrer as contrações, que vou ter a barriga cortada, que vou dar origem a um novo ser... Não sou eu que vou sentir dores nem pegar nos braços aquele ser pequenininho e frágil, todo meladinho, pedindo proteção e carinho... Não sou eu que vou olhar pra ele e pensar: "Uau, ele saiu de dentro de mim, ele é fruto do amor, ele é um presente divino que veio pra ficar..." Acho que é por isso que estou tão ansiosa... É um momento tão mágico na vida da minha irmã. que eu queria estar lá pra compartilhar e pra me maravilhar... Espero que um dia este serzinho saiba o quanto eu lamentei não estar presente no dia da sua chegada ao mundo. Espero que ele compreenda que isso em nada limitará o meu amor por ele. Espero que ele sinta, mesmo de longe, o grande amor que eu já sinto por ele. Bem-vindo ao mundo Pedro Henrique. Da tia que já te ama tanto.

Monday, August 22, 2005

Verãozinho safado...

Fim de semana completo no litoral belga... "Uau, que chuva"!! Tudo bem isso não impediu que a gente se divertisse bastante. Aproveitamos para dar muitas pedaladas (uns tantos quilômetros por dia). Ostende é uma ótima cidade pra fazer este tipo de coisa, ainda mais quando é a cidade que fornece gratuitamente as bicicletas!!




Depois de muita bicicleta, nada como dar uma relaxada vendo um bom espetáculo do "Cirque du Soleil". Que espetáculo lindo. Eles são realmente profissionais e o espetáculo é de alto nível.

No dia seguinte, um pouco de cultura: visitamos a casa de James Ensor, famoso pintor belga que viveu a Ostende. As pinturas dele são impressionantes e as máscaras que ele usa continuamente nos seus quadros poderiam fazer qualquer um pensar no carnaval de Veneza...


Pra continuar a nossa viagem pelo tempo, visitamos o Mercator, um navio-escola belga utilizado até 1960 pela marinha. Aprendi muito... Sinceramente, não gostaria de estar no lugar de um daqueles 100 marinheiros que viajavam naquele barco e que tinham de dormir em redes ou em camas tão pequeninhinhas... Que claustrofobia...
Pra terminar a nossa festa, nada como uma multidão na orla pra admirar os shows que estavam acontecendo e os artistas belgas que desfilavam em carros antigos abertos (detalhe: não reconheci nenhum!) Bom, e tudo isso regado a muita chuva!!!

Thursday, August 18, 2005

Wissant


O que é Wissant? Um pequeno refúgio perdido no norte da França. Wissant pra mim se resume em cores... Há uma quantidade enorme de windsurfs, kitesurfs, carrinhos a vela, tudo muito colorido. Um pequeno vilarejo escondido dos turistas...

(Vista de um mirador no meio das trilhas)

Wissant também são as falésias, as trilhas, as dunas de areia... Nada como caminhar durante horas pelas areias da praia e voltar pelo meio das trilhas... É um lugar pacífico, sem pretensão alguma, simples. Wissant também se resume nos dois cabos que a circundam (Cabo Branco e Cabo Cinza). Que vista!

Mas nem tudo pode ser perfeito, aquele ventinho frio não nos deixa em paz mas, quando o sol realmente brilha e predomina, é uma alegria só!

O Canal da Mancha e as falésias da Inglaterra do outro lado

Cazuza...

"Escrevo numa tarde cinzenta e fria... Trabalho pra espantar a solidão e meus pensamentos... Hoje, assumi em público a minha doença. Estou mais leve, mais livre... Mas ainda tenho muitos medos... Medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz... Medo de fazer análise e perder a inspiração... Ganho dinheiro cantando as minhas desgraças... Comprar uma fazenda e fazer filhos talvez fosse uma maneira de ficar pra sempre na terra... Porque discos arranham e quebram... Amor, Cazuza."